segunda-feira, 29 de junho de 2009

A volta dos discos de vinis no Brasil as famosas bolachas


A gravadora Sony-BMG, uma das maiores gravadoras do mundo – não que isso valha tanto quanto já valeu há uns tempos, parece querer resgatar a áurea época do mercado fonográfico: a empresa anunciou que voltará a comercializar discos de vinil no Brasil.

A ideia da coleção Meu Primeiro Disco é relançar títulos raros, que só podiam ser encontrados em sebos e fizeram história na Sony, BMG e seus respectivos selos como os primeiros trabalhos de Chico Science e Engenheiros do Hawaii.

O preço médio dos novos lançamentos da Sony será de “salgados” R$ 90. De acordo com a gravadora o valor é justificável já que o produto virá com o CD original, também remasterizado, além de um texto falando sobre o disco, clipping de matérias da época e as letras das músicas.

Uma dúvida minha: onde serão produzidos tais LPs? A Sony possui uma fábrica no país ou recorrerá à Polysom, único local onde ainda são geradas as bolachas em território nacional?

A fábrica que fica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, pelo que sei, foi adquirida pela Decksic – corrijam-me se estiver enganado.

Bem, eles que são empresários já devem ter bolado algum esquema para essa produção. De qualquer forma, me parece uma decisão interessante. As gravadoras – que hoje são dinossauros imersos em uma lógica de mercado mesozóica – precisam buscar alternativas, nichos de mercado e multiplicar a oferta de produtos, visto que o CD se tornou pouco atraente com a popularização do mp3.

sábado, 27 de junho de 2009

Silêncio de médico de Michael põe em dúvida seu papel na morte do artista


Michael Jackson, que morreu na quinta-feira dia 25/06, aos 50 anos

Dê acôrdo com Conrad Murray, médico particular de Michael Jackson e testemunha dos últimos momentos da vida do artista, terá que esclarecer a relação do cantor com os remédios que consumia, à espera das conclusões da autópsia.

Apesar disso, se soube hoje que a família de Michael pode pedir uma segunda opinião quanto à análise do corpo do rei do pop.

A imagem de Murray, cardiologista que atendia o cantor há três anos, passou a ser questionada após a repentina morte do artista e diante das suspeitas de que alguém teria fornecido a Michael um coquetel de fortes medicamentos contra dores.

Murray já foi interrogado pela Polícia na quinta-feira, dia da morte do cantor. O médico voltará a falar hoje para explicar como os fatos se sucederam.

Até agora, Murray não foi acusado de nenhum crime. Segundo seus advogados, ele não teve nada a ver com a morte de Michael, informou o site especializado em famosos "TMZ".

Os exames médicos realizados na sexta-feira com o corpo do artista foram pouco esclarecedores. Mesmo assim, a hipótese de suicídio foi descartada, e serão as análises toxicológicas que ajudarão a definir a causa do falecimento.

O silêncio de Murray - aparentemente o primeiro a tentar reanimar Michael quando sofreu a parada cardíaca na quinta-feira passada - e o fato de a Polícia ter retido o veículo do médico devido a possibilidade de conter provas importantes para o caso, o tornaram alvo de todas as atenções.

O limpo histórico do trabalho de Murray no estado americano de Nevada, onde oficialmente tem residência, aprovaria seu profissionalismo, apesar de o médico ter passado por diversos problemas financeiros ultimamente.

Murray trabalha nos estados da Califórnia, Nevada e Texas. Ele já teve que pagar até US$ 400 mil em diferentes processos judiciais relativos a empréstimos e créditos, além de ter diversas multas de trânsito não pagas em seu nome.

Fontes do "TMZ" indicaram que a Polícia também chamará para depor o médico Tohme Tohme, amigo de Michael Jackson durante muito tempo, em relação a uma possível "conexão indireta" com a prescrição de medicamentos ao cantor.

Vários veículos de imprensa informaram que o cantor consumia habitualmente Demerol, Dilaudid e Vicodin, três fortes calmantes, numa combinação que, segundo "TMZ", o próprio cantor teria chamado de "tônico de saúde".

Apesar da aparente fragilidade de Michael, fontes da rede de televisão americana "Fox" asseguraram que os médicos que realizaram a autópsia encontraram o corpo do artista em boa forma e mais forte do que o esperado, mas também com uma cicatriz no rosto.

O reverendo e ativista político Jesse Jackson, que passou a sexta-feira consolando a família do rei do pop, comentou que os parentes do cantor avaliam pedir a realização de uma segunda autópsia do corpo, que desde ontem já está em poder dos familiares.

Michael Jackson voltaria aos palcos em julho com uma sequência de 50 shows em Londres, num esperado retorno para o qual vinha se preparando fisicamente e que o obrigou a passar por recentes avaliações médicas efetuadas por profissionais contratados pela seguradora do evento.

O executivo-chefe da AEG Live - empresa responsável pelos shows que Michael faria -, Randy Philips, afirmou que o artista passou por mais de quatro horas de exames médicos sem problemas e que, na noite anterior a sua morte, demonstrou estar em bom estado em um ensaio realizado em Los Angeles.

"Ele dançava igual ou melhor do que os dançarinos de 20 anos de idade que o rodeavam. Pensei que este seria o maior espetáculo ao vivo já produzido. Ele estava com um aspecto genial", disse Philips.